A Bruxa Cartuxa Na Floresta dos Segredos
A Bruxa Cartuxa - Na Floresta dos Segredos
(Reconto realizado pelos alunos do 4ºC do Centro Escolar de Ferreiros)
I
Numa aula de Português
Um belo conto nos foi lido
Falava de uma bruxa
Que era Cartuxa de apelido.
II
Certo dia, teve uma ideia:
Abrir uma escola especial,
Para ensinar a conduzir
Todo o reino animal.
III
Para concretizar esta ideia
Precisava de colaboradores,
De alguém que fosse sócio
E também de instrutores.
IV
Logo de imediato,
Um sócio encontrou,
Foi o seu primo Eco
Quando na sua casa se refugiou.
V
Mas o mais difícil
Estava ainda por conseguir,
Arranjar um instrutor
Que qualquer veículo soubesse conduzir
VI
Através de um anúncio
Encontrou a Espianet
Que, para além de instrutora,
Era entendida em internet.
VII
Resolveram abrir a escola
Numa floresta que era um encanto,
Mas logo descobriram
Mistérios de causar espanto
VIII
Assim que aterraram,
Bem no meio de uma clareira,
Ouviram um grande estrondo
Causado pelo ruir de uma casa de madeira.
IX
Ficaram muito intrigados
Com tal acontecimento.
E logo apareceu um corvo
Com o seu esclarecimento.
X
Disse que nos últimos dias
Coisas estranhas estavam a acontecer,
Causando muito espanto
A quem estava lá a viver.
XI
Foi a casa que ruiu e a ponte que caiu,
A porta e os móveis transformados em pó…
Era tanta a destruição
Que até metia dó!
XII
Esses acontecimentos esquisitos
Deixaram-nos a matutar….
Partiram logo para a ação
E resolveram investigar.
XIII
Transformaram-se em detetives,
Usando a escola de condução
Como sendo um disfarce
De uma escola de investigação.
XIV
Para descobrirem pistas
Alunos precisavam de arranjar.
A fim de o conseguirem,
Usaram cartazes para a divulgar.
XV
Logo no primeiro dia,
Cinco inscrições tinham conseguido,
Mas quando as analisaram
Nenhuma fazia sentido.
XVI
Sereias a pedalar?
Águia a pilotar no ar?
Castor a pilotar na água?
Era tudo de estranhar!
XVI
Mas depois de os interrogarem
Chegaram a uma conclusão:
Todos guardavam um segredo.
Era esta a explicação!
XVIII
Avançaram com a investigação
E logo fizeram uma conquista.
Usaram as construções de madeira
Como a sua principal pista.
XIX
´´Talvez fossem os carunchos``,
Referiu a Espianet,
“Pois eles destroem a madeira”,
Soube ela ao pesquisar na net.
XX
Mas não convenceu ninguém
Com tal suspeição.
Como é que bichos tão pequenos
Causavam tamanha destruição?
XXI
´´Eram carunchos gigantes``,
Afirmou ela ter visto,
E depois de observarem algumas pegadas
Começaram a acreditar nisto.
XXII
Resolveram então
Observar a floresta do ar,
Dentro de um helicóptero,
Com a Espianet a pilotar.
XXIII
Aterraram num local
Onde um buraco tinham avistado,
Mas que, de repente, desapareceu.
Ficando, por árvores de plástico, ocultado.
XXIV
Quem as teria fabricado?
E com que intenção o fez?
´´É tudo muito estranho!``
Afirmaram simultaneamente os três
XXV
Por detrás das árvores de plástico
Uma rampa avistaram.
Foram até lá averiguar
E a entrada de um túnel encontraram.
XXVI
Entraram e logo se depararam
Com uma foto pendurada.
Era uma fábrica poluidora
Que tinha sido encerrada.
XXVII
Avançaram e, a certa altura, ouviram
Uma voz que lhes era familiar.
Era a voz do raposo
Que, com outros dois, estava a falar.
XXVIII
Ao fundo havia uma gaiola
Cheia, cheiinha, a abarrotar
Com os carunchos gigantes
Que não paravam de se agitar.
XXIX
Os três raposos combinavam
Aquela fábrica reabrir.
E se esse projeto avançasse
Ia voltar a poluir.
XXX
Entretanto, descobriram a causa
Que fazia os carunchos inchar,
Era um líquido verde
Que lhes davam para tomar.
XXXI
Deixaram de tomar o tónico
E voltaram ao normal,
Ficaram de novo pequenos
Sem nada de especial.
XXXII
Saíram do túnel os raposos
Para a floresta arrasar,
Dirigiram-se a uma garagem
E as máquinas foram buscar.
XXXIII
Eram três máquinas,
De tamanho colossal,
E para as travar, a bruxa
Usou o seu dom especial.
XXXIV
Num ápice de magia,
As máquinas transformou
Em três abóboras redondinhas
E os raposos espantou!
XXXV
Ficaram numa situação
Em que se sentiam ridicularizados,
Pois conduziam máquinas poderosas
E acabaram em abóboras sentados!
XXXVI
O Eco e a Espianet
Largaram à gargalhada,
Mas logo fugiram dos raposos
Que os queriam atacar à dentada…
XXXVII
Correram como loucos
E no helicóptero se foram refugiar,
Ameaçando os raposos
Que os iam denunciar.
XXXVIII
Ao serem descobertos
Do que andavam a tramar,
Resolveram fugir a ´´sete pés``
E a floresta abandonar.
XXIII
Os habitantes da floresta
Entraram em euforia
E resolveram festejar
Tão grande alegria!
XL
Gostamos muito desta história,
Com enredo de encantar,
Vamos guardá-la na memória
Para mais tarde recordar.







